quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Engie investe em complexo eólico na Bahia

Em poucas semanas a empresa começará a implantação de seu maior investimento em energia eólica no Brasil

Nas primeiras semanas de setembro a Engie Brasil dará início as obras do Complexo Eólico Campo Largo, localizado nos municípios baianos de Umburanas e Sento Sé. Na última quarta-feira, 24 de agosto, a diretoria da Engie reuniu-se com o governador da Bahia, Rui Costa, para explicar os investimentos que fará no estado durante a implantação do Complexo Eólico.
Campo Largo ocupará uma área de 44 mil hectares, equivalente a 2/3 da área da Ilha de Santa Catarina, onde se situa a cidade de Florianópolis, sede da Engie Brasil Energia. Na primeira fase do projeto, serão 326,7 MW de capacidade instalada, 121 aerogeradores e cerca de R$ 2 bilhões de investimento.
O diretor presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, ressaltou, no encontro com o governador, que esse é o primeiro empreendimento da companhia na Bahia e que a ambição da empresa é seguir investindo no estado. "Campo Largo prevê outras duas fases que poderão fazer esse complexo chegar a 800 MW de capacidade instalada de fonte eólica, além do nosso plano de aproveitar a energia solar no mesmo local", disse Sattamini. "Esses novos investimentos estão condicionados à realização de leilões promovidos pelo Governo Federal e ao aumento de demanda no mercado livre de energia, mas nossa estratégia de crescimento passa pela ampliação da oferta de energia eólica e solar", complementou Sattamini.
Seguindo sua política de responsabilidade socioambiental, a Engie prioriza a contratação de mão de obra local com a finalidade de gerar renda próximo aos seus empreendimentos. "Neste contexto já temos iniciativas para formação de mão de obra local, em parceria com o Senai, e reiteramos que já temos contratadas empresas baianas para as diversas áreas nesse início de trabalhos", afirmou o diretor de Geração da Engie Brasil Energia, José Laydner, cuja diretoria é responsável pela implantação dos projetos da companhia.

sábado, 20 de agosto de 2016

Oeste: Agricultores estimam perda de 10% na safra do café

cafe_colheitaProdutores do oeste baiano preveem uma perda de 10% da safra de café da região. A estimativa é da Associação de Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé).  Segundo a entidade, a média de temperatura aumentou cinco graus em relação ao ano passado. Para o presidente da Abacafé, Marcos Pimenta, o fato deve ocorrer mesmo com 100% da lavoura irrigada. Ele informa que a falta de chuvas não tem influência nos 14 mil hectares de café plantados na região, mas o calor é que prejudica o crescimento da lavoura, informou ao G1. Para minimizar o impacto do clima, os agricultores estão deixando mato crescer em alguns locais das plantações.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ações para revitalizar São Francisco podem receber R$ 7 bi até 2026

downloadO ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse hoje (15) que o programa de revitalização do Rio São Francisco, também chamado de Plano Novo Chico, lançado na semana passada, poderá ter investimentos de R$ 7 bilhões entre 2017 e 2026, quando serão realizadas ações da segunda fase do projeto, como a proteção e recuperação de nascentes, a contenção de erosões e o replantio de encostas.As ações de médio prazo serão elaboradas pela Câmara Técnica do programa, que se reuniu hoje pela primeira vez, em Brasília. O grupo, formado por representantes de seis ministérios, terá 90 dias para elaborar as ações prioritárias para a revitalização do São Francisco.“Com isto, estamos subsidiando o Comitê Gestor para que as deliberações que ocorrerão no prazo de 90 dias possam acontecer da maneira mais correta, subsidiada e consistente, de maneira que o conteúdo do plano Novo Chico possa representar efetivamente políticas e ações que permitam que o Rio São Francisco possa viver um novo tempo”, disse o ministro.
Agência Brasil

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cobrança do uso da água do Rio São Francisco é proposta

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O governador Rui Costa propôs que seja instituída rapidamente a cobrança do uso da água do Rio São Francisco para a produção de energia elétrica. “Não pode ser punição”, enfatizou ao exemplificar que se a água será para gerar energia, parte dos recursos oriundos do lucro deve garantir a revitalização do rio. Proposta foi apresentada durante o evento ‘Diálogo Público: Revitalização do São Francisco’, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quinta-feira (11), na sede do órgão, em Brasília
Ao sugerir mais educação ambiental, o governador comentou sobre a produção de mudas de árvores nas escolas públicas do estado para enraizar o conceito de preservação do rio, e que o Ministério da Educação fizesse medidas nesse sentido, a exemplo de cartilhas e vídeos. O trabalho conjunto também fez parte da explanação do gestor baiano. Para o governador, as parcerias permitem ações mais rápidas, a um custo menor e de forma mais eficiente.
O Velho Chico percorre os estados de Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, e Sergipe. As águas cortam 2.700 quilômetros do território brasileiro e são fonte para a economia e o desenvolvimento, principalmente no semiárido nordestino.
De acordo com o governador, a principal ideia é que parte do lucro que os usos da água proporcionam seja devolvida ao rio em ações de revitalização e manutenção. “Quando se fala em recuperação, é preciso garantir uma ação transversal. Precisamos desassorear o rio e prevenir para que não volte a ser assoreado”.
Outra sugestão é estruturar um novo marco legal que torne a bacia hidrográfica do Velho Chico sustentável, o que depende do poder Legislativo nacional. Rui disse ainda que não basta fiscalizar. “Este não pode ser o motor e modelo do desenvolvimento. Que possamos pactuar um modelo de governança para o São Francisco”.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Plano Novo Chico é publicado no Diário Oficial da União

20550626258_2b1043a650_kO decreto que institui o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – também chamado de Plano Novo Chico -, anunciado ontem (9) durante cerimônia no Palácio do Planalto, foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (10). O objetivo é facilitar ações do Poder Público nas áreas de meio ambiente, saneamento e de infraestrutura.O plano pretender dar condições para que as ações de zoneamento ecológico e econômico da região avancem, e que as unidades de conservação sejam consolidadas. Nesse sentido, ele prevê ações permanentes e integradas de preservação, conservação e recuperação ambiental visando ao uso sustentável dos recursos naturais e à melhoria das condições socioambientais e da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os mais diversos usos.O programa prevê também a criação de novas áreas de proteção; o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental e de apoio à gestão de resíduos sólidos; e a ampliação do Bolsa Verde – programa de apoio à conservação ambiental lançado em 2011, que concede, a cada trimestre, benefício de R$ 300 a famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental.De acordo com o decreto publicado hoje, o programa tem como diretrizes básicas a articulação, a integração, a participação e o controle social. Ele cria e detalha a composição do Comitê Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Esse comitê está vinculado à Casa Civil, a quem caberá planejar, coordenar e monitorar suas ações.Além disso, institui e define as competências da Câmara Técnica do programa, grupo responsável por assessorar o comitê e por promover a interlocução e a integração entre os órgãos que o compõem. Também cabe a essa câmara a proposição de metas, estratégias, metodologias, prioridades e critérios para as ações e atividades que contribuam para a revitalização da Bacia do São Francisco.
Agência Brasil

MPF e Comitê do São Francisco discutem medidas para proteger bacia hidrográfica

Seca no Velho ChicoO Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) estão reunidos em evento inédito para debater sobre o desenvolvimento de ações na bacia do rio. O 1º Encontro do CBHSF com Membros do Ministério Público Federal acontece nos dias 8 e 9 de agosto na sede do MPF/BA e conta com a participação da Associação Executiva de Apoio à Gestão de Bacias Hidrográficas Peixe Vivo, dentre outros convidados.
Na mesa de abertura, estiveram presentes o procurador-chefe do MPF/BA, Oliveiros Guanais, que deu as boas vindas aos participantes, o subprocurador geral da República e coordenador da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), Nívio Silva Filho, o procurador da República e representante da 4ª CCR na Bahia, Pablo Barreto, o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, e o superintendente de Apoio aos Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas, Humberto Cardoso.
A importância de eventos como esses foi enfatizada por Silva Filho, que considerou o encontro fundamental. Segundo ele, “questões relacionadas com a Bacia transbordam as esferas de governo e merecem a atenção de todas as instituições envolvidas”.
Barreto destacou a necessidade da discussão na construção de ações que possam levar à preservação da bacia hidrográfica. “Espero que essa reunião sirva como um passo efetivo para a melhoria de qualidade do rio São Francisco”, afirmou.