quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FIM DA SECA: 2017 CHEGARÁ COM MUITA CHUVA, PRINCIPALMENTE EM JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO, PREVEEM METEOROLOGISTAS

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As previsões da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) apontam que haverá uma melhora significativa nos índices de chuva para o primeiro trimestre de 2017.
Muito embora janeiro já traga um volume superior de água, é no final de fevereiro e começo de março que a pluviosidade deve alcançar valores verdadeiramente positivos. A expectativa é de que chova entre 300 e 400 mm na área litorânea e entre 500 e 600 mm no semiárido.
Esta é uma excelente notícia quando se leva em consideração que o ano de 2016 foi aquele em que registrou-se uma das maiores secas em pelo menos dez anos, principalmente no período de julho. Isso aconteceu por conta dos fenômenos conhecidos como El Niño, geralmente responsável por causar seca na região Nordeste do País, e La Niña, que, ao contrário do que se imagina, nem sempre traz chuvas. O primeiro desses fenômenos foi identificado como o mais forte do século.
Segundo o meteorologista da Aesa, Flaviano Fernandes, como o Oceano Atlântico Sul vem sofrendo um processo de aquecimento e o Atlântico Norte resfriando-se, é esperado que hajam chuvas próximas da normalidade. “Ou seja, as chuvas podem ficar dentro da climatologia da região, tanto do Semiárido, quanto no Litoral”, afirma. Ele explica que as chuvas dessas regiões são naturalmente mal distribuídas e que, em algumas áreas, pode haver uma maior intensidade de água.
Em comparação ao ano passado, Fernandes esclarece que as chuvas devem ser bem características, igualando-se, mas com uma diferença importante: “O mês de janeiro deve ser mais seco que o do ano passado”, explica, acrescentando que a sensação térmica para este primeiro trimestre também deve ser alta. Quanto ao resto do ano, o meteorologista pontua que a partir de abril as chuvas serão mais intensas, trazendo benefícios para os setores da agricultura e da pecuária.
Discussão ?” As informações de perspectiva climática para 2017 foram divulgadas em uma reunião realizada na Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), na última terça-feira (20). O encontro também contou com a presença de representantes dos produtores agropecuários e dos trabalhadores da agricultura, além do presidente da associação, Murilo Paraíso.
“Estamos todos preocupados com a crise hídrica e a Aesa trouxe aqui um representante falando sobre as perspectivas de chuva, animando o pessoal”, disse o responsável pela Asplan ?” A União ?” Matéria de Lucas Campos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SECA NA BAHIA AFETA MAIS DE UM MILHÃO

imagesOs últimos municípios na Bahia a terem reconhecida a situação de emergência pela Defesa Civil Nacional foram Andorinha, Belo Campo, Chorrochó, Gavião, Monte Santo e Sebastião Laranjeiras, localizados nas regiões do Centro Norte do Estado, São Francisco e Sudoeste, respectivamente. Juntos, eles têm uma população de aproximadamente 110 mil habitantes, que agora deverão ser abastecidas de água por carros-pipas. Do final do ano passado até agora, foram 277 municípios (65%) reconhecidos pelo Governo do Estado como em situação de emergência em todo o Estado. Destes, contudo, o Governo Federal reconheceu este ano 74, que tiveram os decretos homologados pelo Ministério da Integração. Mais de um milhão de moradores, basicamente localizados na zona rural, enfrentam problemas com o abastecimento de água, com a seca de rios, açudes e mananciais, e são socorridos em caminhões-pipas fornecidos pelo Exército. A seca na Bahia é considerada a pior dos últimos cinquenta anos. De acordo com os dados da Superintendência de Defesa Civil do Estado, 152 municípios estão sendo abastecidos por caminhões-pipas, que vêm de cidades dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia, onde existem unidades do Exército. Os militares são do 72º Batalhão de Infantaria Motorizada (Petrolina), 35º Batalhão de Infantaria (Feira de Santana), 10º Batalhão de Caçadores (Salvador), 4º Batalhão de Engenharia de Construção (Barreiras), 28º Batalhão de Caçadores (Aracaju) e 1ª Companhia de Infantaria (Paulo Afonso). Ontem, além dos 74 municípios já efetivamente em situação de emergência, foram encaminhados os pedidos das prefeituras de Paulo Afonso, Sobradinho, Uauá, Poções e Correntina, que devem ser homologados pelo governador Rui Costa, além de dezenas de outras prefeituras que querem entrar na lista dos municípios em situação de emergência, mas não cumpriram os requisitos técnicos necessários.
Tribuna da Bahia

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

TAVARES SOLICITA POÇOS ARTESIANOS EM BARRA

O deputado Pedro Tavares (PMDB) pede ao governo do Estado que “determine junto aos órgãos competentes a perfuração e instalação de poços artesianos nas comunidades da zona rural de Lagoa Preta e Vereda do Eugênio e para a comunidade de Queimadas 2, município de Barra”. Os moradores da localidade “vêm sofrendo com a falta de água, que hoje é suprida por carros-pipa de forma esporádica devido a extensão do município”. Diante “da latente necessidade” é que o deputado apresentou a indicação, lembrando que a perfuração do poço “beneficiará 26 famílias e inúmeros produtores rurais”.O peemedebista salienta em seu documento que a situação dos moradores da comunidade Vereda do Eugênio e Queimadas não diverge do resto do município,“visto que o abastecimento é realizado também por carros-pipa”, denuncia. Ele informou que os poços Vereda do Eugênio beneficiarão 18 famílias e o de Queimadas 2 outras 17 famílias. Tavares considera esta uma “justa reivindicação”. Barra está localizado na microrregião do São Francisco e tem população estimada em 49,3 mil habitantes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MPF recomenda à Codevasf que interrompa desmatamento em Projeto Baixio de Irecê


O Ministério Público Federal (MPF) em Irecê (BA) recomendou à Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), no último dia 13 de dezembro, que interrompa o desmatamento no território do Projeto Baixio de Irecê e que adote providências para iniciar negociações, no município de Xique-Xique (BA), para solucionar as dificuldades enfrentadas pelas comunidades tradicionais impactadas pela iniciativa.
A Codevasf é responsável pela implantação do Perímetro Irrigado do Baixio de Irecê (Projeto Baixio de Irecê), em região próxima a Xique-Xique (BA) e distante 500km de Salvador. De acordo com inquérito instaurado pelo MPF, o projeto já causou impactos negativos nas comunidades de “fundo de pasto” ou “fecho de pasto” locais, que utilizam terras de uso comum para pasto de seus animais, extrativismo, plantio e pesca artesanal. A Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial reconheceu 18 comunidades tradicionais estabelecidas na região, compostas por aproximadamente 800 famílias.
O procurador da República Márcio Albuquerque de Castro, autor da recomendação, considerou denúncias dos integrantes das comunidades, acompanhadas de fotos, segundo as quais a Codvasf suprimiu vegetação no local do projeto. Ele pontuou que “as comunidades tradicionais estão estabelecidas naquela região em período muito anterior ao início do Projeto Baixio de Irecê. Caso ele continue a ser implementado dessa forma, haverá o desaparecimento completo dessas comunidades.”
Castro também destacou que, apesar dos esclarecimentos prestados pela Codevasf e de haver autorização pelo órgão ambiental competente, o projeto está causando lesões aos direitos das comunidades tradicionais.
O MPF recomendou à Codevasf que pare com o desmatamento no local e promova negociações para chegar a uma solução consensual para o problema; os encontros deverão ter participação do MPF.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Fotos dos fãs do blog !




Foto da pequena plantação de milho do nosso amigo Hiury Ribeiro de Xique Xique -Bahia, se você quiser mandar fotos da sua pequena, média ou grande plantação para gente do Blog Baixio de Irecê, mande pro e-mail cometavermelho_@hotmail.com ou no nosso Facebook .

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

OESTE DA BAHIA USA TECNOLOGIA PARA SE MANTER NO TOPO DO PLANTIO DO ALGODÃO




Considerado o “ouro branco do cerrado”, o algodão é uma importante fonte de renda na região oeste da Bahia. O município de São Desidério é o maior produtor do Brasil, o que ajuda a colocar o estado como segundo que mais produz algodão no país. Como na última safra o clima seco não colaborou para as plantações na região oeste do estado, alguns agricultores apostaram na tecnologia para reerguer a produção. 
De todas as lavouras plantadas, a do algodão foi a que menos sofreu com a seca, mas ainda assim, os números ficaram bem abaixo daqueles que eram esperados. Os agricultores colheram quase 22% a menos do que estava previsto. A média colhida por hectare foi de 165 arrobas, mas a previsão é de que esse número ultrapassasse as 200 arrobas. 
Cada hectare custa em média, atualmente, quase R$ 8 mil, e o produto é exportado para países como Turquia, Indonésia e China. Para enfrentar a crise, alguns produtores resolveram investir em alta tecnologia, como foi o caso da família Busato. Eles aumentaram a área plantada de 16.500, para 18.000 hectares.
Para aproveitar a chuva que chegou mais cedo do que se imaginava, as máquinas atuam por mais tempo, e o trabalho chega a durar oito horas por dia.

“A gente plantava e esperava a chuva cair, esse ano está bem diferente, a gente está plantando e a chuva está caindo”, contou Marcos Vieira, gerente da fazenda da família Busato.

Nas fazendas onde o algodão é classificado, tudo é feito com alta tecnologia para evitar desperdícios. As máquinas analisam comprimentos, espessura e a qualidade das fibras do algodão. As análises são feitas todos os dias, como forma de atender a exigência do mercado internacional, como explica Sérgio Bretano, gerente de laboratório da fazenda.
"Os equipamentos que a gente utiliza estão de acordo com os demais laboratórios do mundo inteiro. Isso tem feito com que o algodão da Bahia tenha sido conhecido a nível mundial como um algodão de qualidade”, disse.
Atualmente, a arroba da pluma está custando quase R$ 90, e a tonelada do caroço é vendida por mais de R$ 1 mil. Otimistas com as previsões climáticas, os produtores esperam que os preços atuais possam ser mantidos por um período maior.
“A gente acha que a Bahia é um excelente local para plantar algodão, e também o preço no mercado externo acabou ajudando a tomar essa decisão”, explica o agricultor César Busato.
G1 Bahia