quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bahia terá selo de qualidade para produtos agropecuários

Com o objetivo de conceder certificação de qualidade aos produtos agropecuários fabricados em território baiano, o secretário da Agricultura, Vítor Bonfim, recebeu na manhã desta terça-feira (14), representantes do Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado (Ibametro).
“O selo é um mecanismo de identificação de origem e qualidade, que vai valorizar as potencialidades e a diversidade da produção agrícola do Estado, estimulando a competitividade do agronegócio baiano nos mercados interno e externo. O próximo passo é a realização de uma rodada de reuniões com as diversas cadeias produtivas de nosso estado, para a partir daí assinarmos o termo de cooperação com o Ibametro”, afirmou o secretário.

Técnicos do órgão apresentaram os requisitos necessários, de acordo com as normas internacionais, para a concessão do selo. Este reconhecimento irá garantir um diferencial aos produtos originalmente baianos, pois os consumidores terão a segurança de estarem adquirindo produtos submetidos a rigorosos controles de qualidade.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Eólicas já respondem por 30% da energia produzida no Nordeste

3916667O vento forte que não para de soprar fez da pequena Icaraí de Amontada, na costa oeste do Ceará, uma ilha de usinas eólicas. Elas geram energia elétrica usando a força dos ventos. A cidade entrou para a lista dos melhores ventos do Brasil e ajudou a elevar a participação da energia eólica para mais de 30% do consumo do Nordeste.
O jornal O Estado de S. Paulo informa que os parques instalados na região de Amontada estão entre os mais eficientes do planeta. Enquanto no mundo, as usinas eólicas produzem, em média, 25% da capacidade anual, no Complexo de Icaraí esse porcentual é mais que o dobro. As 31 torres que compõem o parque produzem 56% da capacidade anual.
Para ter ideia do que isso significa, nos Estados Unidos, esse indicador é de 32,1%; e na Alemanha, uma das maiores potências eólicas do mundo, de 18,5%. “O vento no Nordeste é muito diferenciado”, afirma Luciano Freire, diretor de engenharia da Queiroz Galvão Energia, dona do complexo eólico de Icaraí.
Até 2008, a potência do parque eólico brasileiro era de 27 megawatts (MW). No mês passado, alcançou a marca de 9,7 mil MW, volume suficiente para abastecer mais de 45 milhões de habitantes. No total, são 5.141 turbinas instaladas Brasil afora. Cerca de 82% delas estão no Nordeste.
Conta – Os moradores de Icaraí de Amontada ainda se fazem algumas perguntas. Questionam o impacto que as usinas podem causar à região no decorrer dos anos e não entendem por que continuam pagando uma conta de luz tão alta se os parques eólicos estão praticamente no seu quintal.
“O Brasil funciona como um sistema único, a precificação é nacional e não regional”, diz a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.
Segundo Elbia Gannoum, até 2020, a participação da energia do vento na matriz elétrica brasileira vai saltar dos atuais 6% para 20% da capacidade instalada. No Nordeste, essa participação será ainda maior, de 30%. Em termos de consumo, a fonte será capaz de atender cerca de 70% da carga da região em alguns momentos do dia.

sábado, 18 de junho de 2016

Irecê: Ifba recebe imóvel para implantação de usinas experimental de biodiesel

IMAGEM_NOTICIA_5As secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Administração (Saeb) oficializaram a doação de um imóvel para o Instituto Federal da Bahia (Ifba) em Irecê. O documento que garante o processo foi assinado nesta sexta-feira (17), durante uma solenidade na Reitoria da instituição, em Salvador. A doação integra um projeto da Secti, em parceria com o instituto, voltado para a implantação de usinas experimentais de biodiesel. A Saeb é signatária do termo por ser a responsável pela administração dos imóveis do Estado e por perceber, de acordo com o chefe de Gabinete da Secretaria, Rodrigo Pimentel, que esta iniciativa “tem pleno potencial para fortificar a matriz energética baiana, contribuindo para a evolução do setor, tanto a nível estadual quanto nacional”. O combustível biodegradável derivado de fontes renováveis pode ser obtido por diferentes processos, tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. As matérias utilizadas na obtenção do combustível são encontradas em abundância no Brasil, a exemplo da mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja.

sábado, 11 de junho de 2016

Preço do feijão pode chegar até R$ 12 por conta da seca

feijao

O feijão carioca, um dos itens básicos da alimentação de muitas famílias, já é considerado o vilão da cesta básica por especialistas que monitoram a alta do custo de vida. Problemas com a seca têm feito os preços dispararem. Como resultado, o custo do quilo nos supermercados poderá chegar a R$ 12, nos próximos meses. Em relação ao valor já cobrado hoje, de até R$ 8, a alta ainda será de 50%. Segundo dados do Instituto Brasileiro do Feijão, a variação do valor da saca de 60 quilos do carioquinha chegou a 221%, de janeiro a maio deste ano.
O preço do feijão preto, preferido dos cariocas, também sofrerá mais aumento, podendo chegar a R$ 8 o quilo, já em julho. Segundo a Bolsa de Gêneros Alimentícios, o produto já é vendido a R$ 5, com tendência de alta nas próximas semanas. A elevação daqui para frente, portanto, deverá ser de 60%. De abril a maio, o custo da saca de 60 quilos variou 100%.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Seagri e SDR viabilizam conclusão de obras de matadouros em Ipirá e Irecê

13418728_559724847548457_5380484745720890092_nBuscando sanar as pendências para conclusão das obras dos matadouros frigoríficos de Ipirá e Irecê, os secretários da Agricultura, Vitor Bonfim, e de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, e o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adab), Marco Vargas, estiveram reunidos com o prefeito de Ipirá, Aníbal Ramos, na terça-feira (7) e com o secretário de Infraestrutura de Irecê, Francisco Araújo, na quarta-feira (8). Mais de 90% das obras já foram concluídas, e quase a totalidade dos equipamentos já foram adquiridos, faltando apenas ajustes finais, como o fornecimento de água bruta e potável, e vistoria da Adab. As pendências, que também inclue a licença ambiental, foram identificadas e encaminhadas para os órgãos competentes pelos secretários. Também ficou programada a vistoria da Adab, que deve acontecer até o final desta semana.
“Estes dois equipamentos vão fortalecer a pecuária na região, inibir o abate clandestino e diminuir os custos dos criadores”, declarou o secretário Vitor Bonfim, fazendo um balanço positivo das ações conjuntas que têm sido desenvolvidas pela SDR e SEAGRI. “A parceria com a SDR sempre rende bons frutos, a exemplo do centro de comercialização que vamos inaugurar em breve no município de Irecê”, disse. O secretário lembrou ainda que o município de Ipirá também vai ganhar um laticínio, que já conta com obras em fase final.
O matadouro de Ipirá será multifuncional, podendo ser destinado ao abate de caprinos, suínos e bovinos. Projetado inicialmente para abater 100 animais/dia, teve sua capacidade reduzida para 30 animais/dia, como forma encontrada pela prefeitura de viabilizar o projeto. No entanto, pelo fato de tratar-se de um projeto modular, a capacidade pode ser ampliada para mais de 100 animais/dia pela empresa que assumir a gestão. Nos mesmos moldes do equipamento de Ipirá, no que diz respeito ao aspecto multifuncional, o matadouro de Irecê tem capacidade para abater 100 animais/dia.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Produtores do Oeste diminuirão área irrigada e feijão ficará mais escasso

articlePor conta das baixas vazões dos rios que abastecem o oeste baiano, a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) vai suspender a partir de julho a produção em mais da metade da área irrigada por pivôs (sistema de irrigação). Devido a isso, produtos como o feijão deixarão de ser produzidos na região. Em torno de 1 milhão de sacas vão deixar de ser produzidas, o que pode ocasionar em mais aumento do valor do produto, vendido em alguns lugares por mais de R$ 10. Segundo a entidade, dos 120 mil hectares irrigados, em torno de 72 mil ha ficarão com os equipamentos desligados até outubro, quando é esperado o período chuvoso nos rios e aquíferos da região. A medida serve para adequar a água disponível por conta da estiagem. “É importante ressaltar que é uma iniciativa da categoria, e não uma decisão imposta por autoridades”, diz o diretor de Águas da Aiba, José Cizino Lopes. Conforme o presidente da Aiba, Júlio Busato, a interrupção vai impactar na economia com desemprego e falta de abastecimento. Outros produtos não podem ser interrompidos por ser culturas perenes, como o café, ou mais sensíveis à falta d’água, como a produção de sementes.