segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

REALIZAÇÃO DO 'PROJETO SALITRE' AUMENTA PRODUÇÃO AGRÍCOLA EM JUAZEIRO



Após 2 anos de implantação da 1ª fase, projeto tem 150 lotes ocupados.
Na área do projeto, são cultivados 18 tipos de frutas e hortaliças
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Com a realização do ‘Projeto Salitre’, em Juazeiro, no extremo norte da Bahia, a produção de frutas e hortaliças da região aumentou nos últimos dois anos. Trata-se de um projeto de irrigação, realizado pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), que presta assistência aos produtores agrícolas daquela área.

Dois anos após a implantação de sua primeira fase, o projeto tem 150 lotes ocupados para produção de 18 tipos de frutas e hortaliças. Toda a água utilizada na irrigação das propriedades vem do rio São Francisco e é distribuída através de mais de 100 quilômetros de canais.

Segundo engenheiro agrônomo da Codevasf, João Tosta, a assistência prestada aos agricultores favorece o aumento da produção e escoamento adequado das culturas. “Temos solos de qualidade, nós temos uma excelente assistência técnica. Tem todas as condições favoráveis para que a cultura se desenvolva diante de um trabalho que os produtores vêm desenvolvendo aqui. O Projeto Salitre está sendo mais um projeto que está transformando a realidade do Vale do São Francisco, mostrando que é viável, que é uma nova fronteira agrícola”, afirma o engenheiro.

De janeiro a novembro deste ano, a área do projeto passou de 30 para 600 hectares de área cultivada. A perspectiva é de que, nos próximos anos, o crescimento seja ainda maior: “O futuro é cada vez mais promissor. O Salitre tem todas as condições de ser um dos maiores perímetros de irrigação, não só do Vale do São Francisco, mas do Brasil”, diz Tosta.

Transposição do Rio São Francisco esbarra em preço da tarifa de água

BRASÍLIA - Com dificuldades para completar as obras da transposição do Rio São Francisco, cujo custo já explodiu, o governo analisa como cobrar do consumidor do semiárido nordestino o alto preço da água. Para vencer o relevo da região, as águas desviadas do rio terão de ser bombeadas até uma altura de 300 metros. O trabalho consumirá muita energia elétrica e esse custo será repassado, pelo menos em parte, à tarifa de água, que ficará entre as mais caras do País.

Transposição do São Francisco esbarra em tarifa de água - Wilson Pedrosa/AE - 30.11.2011
Transposição do São Francisco esbarra em tarifa de água

Estimativas preliminares apontaram custo de R$ 0,13 por metro cúbico de água (mil litros) apenas para o bombeamento no eixo este, entre a tomada da água do São Francisco, no município de Floresta (PE), até a divisa com o a Paraíba. Nesse percurso, haverá cinco estações de bombeamento, para elevar as águas até uma altura maior do que o Empire State, em Nova York, ou do tamanho da Torre Eiffel, em Paris, ou ainda 96 metros menor do que o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. O maior arranha-céu de São Paulo nem chega perto.
A estimativa de custo do bombeamento da água no eixo leste foi feita pelo Ministério da Integração Nacional e projetava o início do funcionamento dessa parte da transposição ainda em 2010. Como a obra só deve começar a operar completamente em dezembro de 2015, conforme a última previsão do ministério, o custo deverá aumentar.
Sem revisão, o valor já representa mais de seis vezes o custo médio da água no País. Novo estudo sobre o custo foi encomendado à Fundação Getúlio Vargas.
Imbróglio. Trata-se de uma equação não resolvida. O governo federal se comprometeu a bancar o custo total da obra, estimado inicialmente em R$ 5 bilhões e que deverá alcançar R$ 6,9 bilhões, mas não definiu como financiar a operação do projeto, com a manutenção dos canais e o consumo de energia para o bombeamento.
O custo da construção já inclui a estimativa de gasto de mais R$ 1,2 bilhão para concluir um saldo de obras entregues a consórcios privados que não conseguirão entregar o trabalho, como revelou o Estado na edição de ontem.
O Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, não se manifesta, por ora, sobre a concessão de subsídio à água a ser desviada do Rio São Francisco para abastecimento humano e também para projetos de irrigação e industriais, segundo informa o último Relato de situação do projeto da transposição.

Reportagem : ESTADÃO

sábado, 28 de janeiro de 2012

Projeto São Francisco retoma obras em Cabrobó (PE)

Cabrobó – O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho assinou as ordens de serviço para a retomada das obras dos Lotes 1 e 2, em Cabrobó (PE), do Projeto de Integração do Rio São Francisco nesta sexta-feira (27/01). Os aditivos no valor de R$ 297,8 milhões para o Lote 1 e R$ 263,3 milhões para o Lote 2 oficializam a remobilização das atividades.
Mais de mil empregos serão ofertados até abril contribuindo para a geração de renda da comunidade do semiárido. “O cronograma da execução das obras está mantido. O objetivo é concluir o Eixo Leste até 2014 e o Norte até o ano seguinte. A retomada das obras do lote 1 já começou com a contratação de novos trabalhadores . Faço um pedido as construtoras para que todas as contratações valorizem a mão de obra local”, ressaltou o ministro.
Ocorreu ainda no canteiro do 2º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército a assinatura de um convênio entre o Ministério da Integração Nacional e a prefeitura de Cabrobó em atendimento as compensações socioeconômicas do Projeto São Francisco. “O município doador de água para a transposição sente-se realizado com o acordo de medidas compensatórias que serão executadas em Cabrobó principalmente as ações que serão feitas com as comunidades mais atingidas”, afirmou o prefeito do município, Eudes José Alencar Caldas.
Em resposta a uma solicitação da prefeitura, o ministro Fernando Bezerra Coelho recebeu também a população que fez algumas reivindicações referentes às demandas das obras, como por exemplo, a construção de pontes de acesso entre algumas comunidades atingidas pela construção do canal e sobre a chegada da água na região. “Vamos verificar a disponibilidade do Ministério para responder prontamente todas as demandas, o projeto São Francisco está em constante diálogo com o programa Água para Todos que irá construir 750 mil cisternas para levar água para as comunidades mais distantes”, finalizou Bezerra.
Nova concepção - O Projeto São Francisco não será mais pensado em lotes e sim a partir das seis metas de conclusão das obras civis. A primeira meta, chamada de projeto piloto, será concluída no final deste ano. A meta compreende a captação do rio São Francisco, até a Barragem de Areias, em Floresta (PE). Neste circuito estão presentes todas as estruturas que possuem os mais de 700 km de extensão. São canais, estação de bombeamento, aquedutos e barragens.
É uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que levará oferta de água e segurança hídrica para mais de 12 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de gerar emprego e promover a inclusão social.

Ministério da Integração - 28/01/2012

Empossado novo superintendente regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa

Empossado novo superintendente regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa


O engenheiro agrônomo Lourival Soares Gusmão foi empossado superintendente regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa (BA), na última terça-feira (24), em solenidade realizada na Associação Atlética Banco do Brasil. No evento, o diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação, José Solon Braga Filho, representou o presidente da Codevasf, Guilherme Almeida Gonçalves de Oliveira.
A solenidade contou com a presença de representantes de diversos setores da sociedade civil, autoridades políticas municipais, estaduais e federais, além de lideranças de movimentos sociais e da imprensa local.
Antes de assumir a Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus, Lourival Soares Gusmão ocupou diversos cargos na esfera pública, tendo sido assessor do gabinete do ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário (MDA), delegado federal do MDA na Bahia e coordenador geral da COOTEBA (Cooperativa de Trabalho do Estado da Bahia).

Codevasf - 28/01/2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Codevasf apoia pesquisa genética com espécies nativas do São Francisco

Codevasf apoia pesquisa genética com espécies nativas do São Francisco

A Codevasf, por meio do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Xique-Xique (2º/CIX), foi incluída no projeto de pesquisa desenvolvido pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) e pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) cujo objetivo é a avaliação da diversidade genética de cinco espécies de peixes nativos da bacia do Rio São Francisco.


O trabalho teve início em setembro de 2011 e prevê o desenvolvimento de marcadores genéticos de microssatélite para as espécies: Surubim, Piau, Dourado, Matrinxã e Curimatã. O objetivo é avaliar também a diversidade genética de populações selvagens dessas espécies em tributários importantes do São Francisco, sendo dois do alto São Francisco (Paraopeba e Abaeté), três no médio (Carinhanha, Correntes e Grande), um no submédio (Moxotó) e um no baixo (Ipanema).
O trabalho da Codevasf teve início no período das coletas biológicas (devidamente autorizada pelo órgão ambiental), que é uma das fases mais delicadas do projeto, pois, além de outros fatores, as amostras devem ser colhidas durante os meses da piracema (período de reprodução das espécies). A participação do 2º/CIX se deu na identificação de áreas para coleta, contato com as comunidades e pescadores, apoio logístico e base para as pesquisadoras na região.
Segundo a coordenadora do projeto, Raquel Coimbra da UFRPE, a colaboração da Codevasf tem sido inestimável. “Temos contado sempre com o apoio do corpo técnico da Codevasf, que conhece bem as peculiaridades da pesca local”, afirma.
Para o Engenheiro de pesca Antonio Nascimento, do 2º/CIX, toda e qualquer iniciativa que vise à preservação do São Francisco em seu meio físico, biológico e social é obrigação de todos e dever do estado. “A Codevasf vem há muito tempo trabalhando com essa filosofia através dos Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aqüicultura, portanto, além do trabalho que já desenvolvemos estamos prontos para apoiar projetos dessa natureza”, acrescentou. Os trabalhos tiveram ainda a participação da Cooperativa de Pescadores e Aquicultores de Xique-Xique e da Prefeitura Municipal.

Materia retirada do site da CODEVASF